
Parece simples. Em vez de investir sozinho em ações, obrigações, imóveis, etc. individuais, escolhe um “pacote” que uma equipa de profissionais montou por si. Coloca nele o seu próprio dinheiro e, quando o fundo tem bom desempenho, o seu investimento valoriza-se e o senhor ganha. Haverá algum senão? E como escolher o fundo de investimento certo? Continue a ler.
O que é um fundo de investimento (ou fundo de investimentos)?
Um fundo de investimento define-se como um instrumento de investimento coletivo que reúne recursos de vários investidores e os investe em diferentes tipos de ativos – desde ações e obrigações até imóveis. Trata-se de uma forma de valorizar o dinheiro de modo eficiente, sem ter de tratar de tudo sozinho. De decidir onde, quanto e quando investir encarregam-se os gestores dos fundos.
Na República Checa, rege-se pela Lei n.º 240/2013 Col., relativa às sociedades de investimento e aos fundos de investimento.
Fundo de investimento vs. fundo de participações: É a mesma coisa?
Embora estes dois tipos de fundos sejam semelhantes e muitas vezes se confundam, não são a mesma coisa. O fundo de participações é apenas um dos tipos de fundo de investimento e, ao contrário do fundo de investimento, não tem personalidade jurídica.
Fundo de participações
- O que é? Um tipo específico de fundo de investimento, no qual o investidor compra unidades de participação que representam a sua quota no património do fundo. Trata-se de uma figura jurídica, sem personalidade jurídica, e é apenas um instrumento utilizado para operações de investimento.
- Propriedade: Os investidores não detêm os ativos individuais (por exemplo, ações ou obrigações), mas sim uma quota do fundo no seu conjunto.
- Estrutura: O fundo de participações aberto (o mais comum) permite um número ilimitado de investidores e comprar ou vender unidades de participação a qualquer momento.
- Regulação: Rigorosamente regulado por leis (na República Checa, ao abrigo da lei relativa às sociedades de investimento e aos fundos).
- Exemplos: Fundos de obrigações, de ações, mistos ou de mercado monetário.
Fundo de investimento
- O que é? Um conceito mais amplo, que abrange diferentes tipos de fundos, incluindo os fundos de participações. Os fundos de investimento administram o património dos investidores e investem-no de acordo com a estratégia escolhida. Trata-se de uma instituição e pessoa coletiva com personalidade jurídica.
- Estrutura: Pode ser um fundo de participações, uma sociedade anónima, um trust ou outra forma jurídica.
- Tipos:
- Fundos de participações
- Fundos fechados (os investimentos têm um prazo de duração e um número de ações fixamente estabelecidos)
- Fundos de cobertura (hedge funds) (estratégia de investimento mais arriscada, destinada a investidores qualificados)
- Fundos imobiliários
- Público-alvo: Alguns fundos destinam-se a pequenos investidores (os de participações), outros a grandes investidores ou a investidores qualificados (por exemplo, os hedge funds).
- Tem personalidade jurídica
Fundo aberto vs. fundo fechado
- Fundos abertos (open-end funds): Emitem unidades de participação consoante a procura dos investidores. Pode, portanto, solicitar a qualquer momento o resgate das unidades de participação (= são muito líquidos) e são ideais para quem procura sobretudo flexibilidade.
- Fundos fechados (closed-end funds): Têm um número fixo de unidades de participação, que são transacionadas em bolsa. O preço destas unidades oscila frequentemente em função da oferta e da procura, o que é menos flexível do que nos fundos abertos.
Quer se trate de um fundo aberto ou de um fundo fechado, é sempre um investimento passivo, em que não tem controlo sobre as decisões de investimento individuais.
Exemplos de fundos de investimento conhecidos são o Vanguard 500 Index Fund ou, historicamente, o primeiro fundo aberto, o Massachusetts Investors Trust Fund. A lista de todos os fundos de investimento pode ser consultada na base de dados do BNC (Banco Nacional Checo).
Tipos de fundos de investimento e os seus perfis de risco
Os fundos de investimento podem dividir-se em função do tipo de ativos e da estratégia de investimento:
- Fundos de ações: Investem em ações, têm um risco mais elevado, bem como um rendimento potencial maior. Um exemplo típico são os fundos orientados para ações de crescimento (tecnologia) ou ações de dividendos.
- Fundos de obrigações: Centram-se em obrigações emitidas por Estados, empresas ou outras instituições. Oferecem rendimentos mais estáveis, mas mais baixos.
- Fundos mistos: Combinam investimentos em ações, obrigações e outros ativos e são adequados para investidores que pretendem um rácio equilibrado entre risco e rendimento.
- Fundos de índices e ETF: Fundos geridos de forma passiva que replicam um índice concreto (por exemplo, o S&P 500). São escolhidos com maior frequência por investidores que procuram comissões baixas e uma carteira diversificada com rendimentos de mercado.
- Fundos imobiliários: Fundos que investem em imóveis (residenciais, comerciais) ou em empresas ligadas ao setor imobiliário. Adequados para quem pretende rendimentos regulares e proteção contra a inflação. Risco elevado: Grande potencial de rendimentos, mas também perdas elevadas.
- Fundos de cobertura (hedge funds): Fundos especiais que recorrem a estratégias agressivas. Tipicamente, são utilizados por investidores experientes com elevada tolerância ao risco.
- Fundos de investimento alternativos: Investem em ativos específicos, como matérias-primas, derivados, startups, capital privado ou criptomoedas, frequentemente também com um risco mais elevado.
Cada tipo de fundo tem um perfil de risco diferente, pelo que é importante escolher o fundo que corresponda aos seus objetivos de investimento.
Vantagens dos fundos de investimento
- Diversificação da carteira: Graças aos fundos de investimento, pode investir numa ampla gama de ativos – ações, obrigações, imóveis, etc. – o que reduz o risco de perda. Além disso, através deles pode aceder a investimentos em ativos a que individualmente acederia com dificuldade.
- Maior liquidez (nos fundos abertos): Sempre que precisar, pode vender as suas unidades de participação pelo valor atual.
- Gestão profissional: Os fundos são geridos por especialistas experientes, que conhecem bem o mercado atual, o acompanham ativamente e otimizam regularmente a estratégia de investimento.
- Possibilidade de começar com pouco capital e de fazer investimentos regulares: Ao contrário do investimento individual, não precisa de montantes de entrada elevados. Já com um pequeno investimento, que pode repetir livremente, obtém uma quota numa carteira mais ampla.
- Vantagens fiscais: Na República Checa (e em alguns outros países), os ganhos provenientes de fundos de participações podem, após um determinado período de detenção, ficar isentos de imposto sobre o rendimento.
DICA: Verifique, no entanto, em que condições os ganhos dos fundos podem ser tributados. - Poupança de tempo: Não tem de se dedicar pessoalmente a análises de mercados ou à seleção de ativos individuais. Da gestão encarrega-se o fundo. A única coisa que tem de fazer é escolher o fundo de investimento adequado – chegaremos a isso em breve.
Desvantagens dos fundos de investimento
- Comissões de gestão: O trabalho dos gestores do fundo tem um custo, e é também por isso que os fundos de investimento estão associados a determinadas comissões (de entrada, de saída, de gestão). Estas paga-as mesmo quando o desempenho do fundo é pior.
- Controlo limitado: O senhor, enquanto investidor, não tem influência direta sobre as decisões dos gestores. O seu investimento depende da estratégia do fundo. Também não tem a certeza de que os gestores do fundo não dão prioridade aos seus próprios interesses em detrimento dos interesses dos investidores.
- Impossibilidade de prever os rendimentos com exatidão: Nem mesmo a gestão profissional é garantia de que o fundo atinja o ROI esperado. Os rendimentos passados não são garantia de resultados futuros.
- Rendimentos médios: Os fundos geridos de forma ativa ficam frequentemente aquém dos índices de mercado e, ainda assim, têm comissões mais elevadas. Os fundos de índices (ETF) atenuam este problema, mas não o resolvem por completo.
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Sugestão de leitura: Interessa-lhe saber como funciona a InvestBay? Talvez isso o convença a optar pelos microinvestimentos em imóveis.
Como escolher o fundo certo para os seus objetivos de investimento: Procedimento passo a passo
1. Avalie a sua situação financeira atual
Antes de definir objetivos, esclareça quanto pode investir. Tenha em conta os seus rendimentos, despesas e dívidas e crie uma reserva financeira para situações imprevistas.
2. Defina objetivos concretos
Defina claramente o que pretende alcançar com o investimento. Por exemplo:
- Compra de um imóvel
- Financiamento da educação dos filhos
- Construção de riqueza
- Poupança para a reforma
3. Reparta os objetivos por prioridades
Determine quais os objetivos que são mais importantes para si. Os objetivos de curto prazo (1–3 anos) podem incluir poupar para as férias, os de médio prazo (3–10 anos) a compra de um carro ou de um apartamento e os de longo prazo (10+ anos) a construção de património ou a segurança na velhice.
4. Pondere o seu horizonte de investimento
O horizonte temporal influencia significativamente a escolha da estratégia de investimento. Um horizonte mais longo permite-lhe assumir um risco mais elevado, com potencial de rendimentos maiores. Pelo contrário, nos objetivos de curto prazo é melhor optar por uma abordagem conservadora, para evitar perdas.
5. Determine a sua tolerância ao risco
Apure que risco está disposto a assumir. Se as quedas dos mercados o stressam, pondere investimentos menos arriscados.
Com base nos tipos de fundos acima referidos, categorizámos para si os fundos de investimento de acordo com os seus perfis de risco:
- Risco baixo: Fundos de obrigações do Estado.
- Risco médio: Fundos mistos, fundos imobiliários.
- Risco elevado: Fundos de ações, hedge funds, fundos alternativos.
6. Reveja regularmente os seus objetivos
Os objetivos de investimento e os horizontes temporais podem mudar consoante as suas prioridades de vida. Por isso, reavalie-os regularmente e adapte a sua estratégia às necessidades atuais.
7. Crie um plano de ação e cumpra-o
Assim que tiver definidos os objetivos, o horizonte temporal e a estratégia, cumpra o seu plano e não se deixe levar pelas emoções nas oscilações de curto prazo dos mercados.
Depois, “basta” abrir uma conta de investimento, escolher o fundo certo e avaliar regularmente o desempenho da sua carteira. Evite, ao fazê-lo:
- Não compreender as comissões: Assegure-se de que compreende todos os custos associados ao fundo.
- Ignorar o risco: Pondere os cenários possíveis, incluindo a queda do mercado.
- Diversificação insuficiente: Não aposte todos os recursos numa única cartada.
- Deixar-se levar pelas emoções: Veja o ponto 7, um pouco acima.
As perguntas mais frequentes
Que tipo de fundo de investimento, em geral, oscila mais?
Os fundos de ações, porque dependem do desempenho do mercado acionista.
Quanto custa constituir um fundo de investimento?
A constituição de um fundo exige um capital mais elevado e o cumprimento de requisitos legais; os custos variam consoante o tipo de fundo.
Onde investir um milhão de coroas?
Leia o nosso artigo detalhado Como e em que investir o dinheiro?, onde analisámos também estratégias de investimento concretas.
Qual é o papel de um fundo de investimento?
A repartição do risco e a possibilidade de aceder a uma ampla gama de oportunidades de investimento.
Como levantar o dinheiro de um fundo de investimento?
Nos fundos abertos, solicita o resgate das unidades de participação; nos fundos fechados, é necessário vender as unidades de participação no mercado.
DICA: Veja as respostas a outras perguntas frequentes.
Conclusão e próximos passos
Investir em fundos oferece mais uma oportunidade de valorizar as finanças. É importante, porém, escolher os fundos com base em decisões informadas e reavaliar regularmente a carteira. Se quiser começar, defina os seus objetivos e pondere os riscos. Ou explore os microinvestimentos em imóveis com a InvestBay!
Uau, este artigo é tão bom que tenho de o partilhar já.